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quarta-feira, 15 de maio de 2013

Ensaio da primeira página da História de CANUDOS e Antonio Conselheiro.

 Estou preparando um material novo para contar mais uma história do Nordeste brasileiro; desta vez sobre a Guerra de Canudos e sobre a figura mística e mítica do Profeta do Sertão, Antonio Conselheiro; como fonte de inspiração e informação um livro, marco da literatura nacional, Os Sertões, de Euclides da Cunha, 1901, e o filme "guerra de canudos" de Sérgio Rezende, 1997, o drama aconteceu de fato no árido sertão da Bahia, no começo da República brasileira, por volta de 1890; o santo Apóstolo era cearense sim, nascera em Quixeramobim, e por isso, o meu interesse em escrever e ilustrar suas façanhas; Antonio Mendes Maciel iniciou longa peregrinação pelo deserto, durante três décadas pregou a palavra de deus, construiu igrejas e reformou cemitérios; era um beato ´á margem da Igreja Católica, sofreu oposição dela e das elites mas consolidou enorme prestígio entre a população sertaneja que sofria nas mãos do dominadores do Brasil; quando a República foi proclamada em 1889 o Profeta fanático, protegido pelos destemidos jagunços e cercado por doidos religiosos, insurgiu-se contra ela, pregando que era a Lei do cão, emissário final do Antcristo com seus pesados impostos e leis civis que ainda escravizava o povo; refugiado no deserto quente da caatinga fundou seu império em Belo-Monte, Canudos; para onde o governo enviou suas tropas para destruir os planos monarquicos do Bom Jesus, mas não seria tão fácil assim, não até que o sertão se tornasse um mar, um mar de sangue.

 Em breve teremos essa magnífica história pronta para valorização da nossa cultura.
Ednardo Nogueira, 15 de maio, 2013